terça-feira, 8 de setembro de 2026
Os Ungidos
domingo, 6 de setembro de 2026
Trinta Anos. Muita Saudade.
Hoje completam trinta anos da morte do meu pai. Uma perda irreparável na minha existência, um vácuo impreenchivel, a pior herança que se pode receber.
Meu pai era amigo, severo quando necessário, uma pessoa de alma sensível e solidária, equilibrado nas palavras e decisões. O dia de hoje está cinzento, chuvoso e frio, tal como a trinta anos atrás. Lembro que acordei cedo naquele dia e automaticamente chorei compulsivamente, sentindo que ele não estava mais nesse mundo. Horas depois, no hospital quando li o laudo, percebi que havia despertado do sono minutos antes dele falecer. Nós sempre fomos muito ligados, e lembro que mamãe (muito ciumenta dele, embora dissesse aos parentes e amigos que não) sentia ciúmes até de mim. Era uma comunhão de pensamentos pois selos, música clássica e MPB, pintura, literatura, política e documentários estavam sempre na mesa de discussões. Ele cantava muito bem serestas e árias, também tocava piano e falava francês. Aprendi muito sobre tudo, creio que ele me "orientou como mãe" no que tangia aos rapazes da minha época, para evitar álcool ao sair e só fazer alguma coisa (aquilo mesmo!) de acordo com a minha vontade pois ser pressionada jamais, só admitia que eu agisse conforme minhas convicções.
O prisma que seguiu era muito atual. Até hoje é! Embora meu pai tenha nascido em 1929, criado em Fazenda na cidade de Barra do Piraí, montando sua égua Calçada ou a Estrela, correndo pelos campos e nadando no rio, viu os dois mundos. Estudou na capital de São Paulo, era chamado de Carioquinha por amigos paulistas e de Paulista pelos amigos cariocas, quando os vinha visitar. Ingressou no Banco Comercial do Estado de São Paulo, alcançou a chefia, passou por "encampações" até que recebeu o nome de Itaú. Antes de receber essa marca atual, veio transferido para o Rio de Janeiro para "remodelar" o sistema das agências e nele trabalhou até o "acordo" para que se aposentasse (coisas de um sistema que não existe mais). Foi um chefe que autorizava três dias de licença mensalmente as funcionárias que não se sentiam bem... Dizia ele, "funcionária com dor não rende, pra que submeter uma pessoa a isso?" Era pragmático e penso que também sou por herança genética.
Ele cresceu odiando Getúlio, depois começou a apreciá-lo em muitas posições, e que o 24 de agosto de 1954 havia sido o pior de todos os aniversários devido ao suicídio de Vargas. Atravessou a Ditadura, era contrário a ela, se indignava com a Arena e passou a odiar secretamente a Direita. Mas eu percebia. Só não falávamos pois "certos assuntos são muito perigosos nesse momento", dizia ele. E eram mesmo!
Prefiro lembrar dele com seu bom humor e contando piadas quando estava inspirado. Dançando rock, desajeitado, dizendo "bolero e tango são mais fáceis que isso!", e brincando com meus amigos e amigas quando a turma se reunia lá em casa. Tempos bons em que tive meu pai por perto. Só uma reclamação: não podia contar com ele para assistir partidas de tênis. "Dava sono".
Saudade ...
Era difícil não rir quando ele fazia essa expressão
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
Política é jogo de poder, Justiça não.
quarta-feira, 17 de setembro de 2025
Votaram contra a PEC da Blindagem e merecem a confiança dos eleitores
Deputados que votaram não à PEC da Blindagem.
São políticos que não temem ser processados em acordo com a Constituição, pois provavelmente, se comportam dignamente. Quem não deve não teme. São eles:
• Adriana Ventura (Novo-SP) - votou Não
• Aécio Neves (PSDB-MG) - votou Não
• Afonso Motta (PDT-RS) - votou Não
• Alencar Santana (PT-SP) - votou Não
• Alice Portugal (PCdoB-BA) - votou Não
• Amom Mandel (Cidadania-AM) - votou Não
• Ana Paula Lima (PT-SC) - votou Não
• Ana Pimentel (PT-MG) - votou Não
• Antonio Brito (PSD-BA) - votou Não
• Arlindo Chinaglia (PT-SP) - votou Não
• Átila Lins (PSD-AM) - votou Não
• Bacelar (PV-BA) - votou Sim
• Baleia Rossi (MDB-SP) - votou Não
• Bandeira de Mello (PSB-RJ) - votou Não
• Bebeto (PP-RJ) - votou Sim
• Benedita da Silva (PT-RJ) - votou Não
• Bohn Gass (PT-RS) - votou Não
• Caio Vianna (PSD-RJ) - votou Não
• Carlos Sampaio (PSD-SP) - votou Não
• Carlos Veras (PT-PE) - votou Não
• Carlos Zarattini (PT-SP) - votou Não
• Carol Dartora (PT-PR) - votou Não
• Célia Xakriabá (PSOL-MG) - votou Não
• Célio Studart (PSD-CE) - votou Não
• Charles Fernandes (PSD-BA) - votou Não
• Chico Alencar (PSOL-RJ) - votou Não
• Clodoaldo Magalhães (PV-PE) - votou Não
• Cristiane Lopes (União-RO) - votou Não
• Daiana Santos (PCdoB-RS) - votou Não
• Dandara (PT-MG) - votou Não
• Daniel Almeida (PCdoB-BA) - votou Não
• Daniel Barbosa (PP-AL) - votou Não
• Daniel Trzeciak (PSDB-RS) - votou Não
• Del. Adriana A. (PT-GO) - votou Não
• Del. Bruno Lima (PP-SP) - votou Não
• Delegada Katarina (PSD-SE) - votou Não
• Delegado Palumbo (MDB-SP) - votou Não
• Denise Pessôa (PT-RS) - votou Não
• Dimas Gadelha (PT-RJ) - votou Não
• Dorinaldo Malafaia (PDT-AP) - votou Não
• Douglas Viegas (União-SP) - votou Não
• Duarte Jr. (PSB-MA) - votou Não
• Duda Salabert (PDT-MG) - votou Não
• Emanuel Pinheiro (MDB-MT) - votou Não
• Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ) - votou Não
• Erika Hilton (PSOL-SP) - votou Não
• Erika Kokay (PT-DF) - votou Não
• Fabio Reis (PSD-SE) - votou Não
• Fernanda Melchionna (PSOL-RS) - votou Não
• Fernando Mineiro (PT-RN) - votou Não
• Flávia Morais (PDT-GO) - votou Não
• Geraldo Resende (PSDB-MS) - votou Não
• Gilson Daniel (Podemos-ES) - votou Não
• Gilson Marques (Novo-SC) - votou Não
• Glauber Braga (PSOL-RJ) - votou Não
• Guilherme Boulos (PSOL-SP) - votou Não
• Helder Salomão (PT-ES) - votou Não
• Ivan Valente (PSOL-SP) - votou Não
• Ivoneide Caetano (PT-BA) - votou Não
• Jack Rocha (PT-ES) - votou Não
• Jandira Feghali (PCdoB-RJ) - votou Não
• João Daniel (PT-SE) - votou Não
• Jorge Solla (PT-BA) - votou Não
• José Guimarães (PT-CE) - votou Não
• Joseildo Ramos (PT-BA) - votou Não
• Josias Gomes (PT-BA) - votou Não
• Juarez Costa (MDB-MT) - votou Não
• Juliana Cardoso (PT-SP) - votou Não
• Júnior Ferrari (PSD-PA) - votou Não
• Kim Kataguiri (União-SP) - votou Não
• Laura Carneiro (PSD-RJ) - votou Não
• Lenir de Assis (PT-PR) - votou Não
• Lídice da Mata (PSB-BA) - votou Não
• Lindbergh Farias (PT-RJ) - votou Não
• Lindenmeyer (PT-RS) - votou Não
• Lucas Ramos (PSB-PE) - votou Sim
• Lucas Redecker (PSDB-RS) - votou Não
• Luciano Alves (PSD-PR) - votou Não
• Luciano Ducci (PSB-PR) - votou Não
• Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) - votou Não
• Luiz Couto (PT-PB) - votou Não
• Luiz Gastão (PSD-CE) - votou Não
• Luiz Lima (Novo-RJ) - votou Não
• Luiz Nishimori (PSD-PR) - votou Não
• Luiza Erundina (PSOL-SP) - votou Não
• Luizianne Lins (PT-CE) - votou Não
• Marcel van Hattem (Novo-RS) - votou Não
• Márcio Jerry (PCdoB-MA) - votou Não
• Marcon (PT-RS) - votou Não
• Maria Arraes (Solidariedade-PE) - votou Não
• Maria do Rosário (PT-RS) - votou Não
• Natália Bonavides (PT-RN) - votou Não
• Nilto Tatto (PT-SP) - votou Não
• Orlando Silva (PCdoB-SP) - votou Não
• Otoni de Paula (MDB-RJ) - votou Não
• Otto Alencar Filho (PSD-BA) - votou Não
• Padre João (PT-MG) - votou Não
• Pastor Henrique V. (PSOL-RJ) - votou Não
• Pastor Isidório (Avante-BA) - votou Não
• Patrus Ananias (PT-MG) - votou Não
• Paulão (PT-AL) - votou Não
• Paulo A. Barbosa (PSDB-SP) - votou Não
• Paulo Lemos (PSOL-AP) - votou Não
• Paulo Pimenta (PT-RS) - votou Não
• Pedro Uczai (PT-SC) - votou Não
• Pompeo de Mattos (PDT-RS) - votou Não
• Prof Marcivania (PCdoB-AP) - votou Não
• Prof. Reginaldo V. (PV-DF) - votou Não
• Professora Luciene (PSOL-SP) - votou Não
• Reginaldo Lopes (PT-MG) - votou Não
• Reimont (PT-RJ) - votou Não
• Renildo Calheiros (PCdoB-PE) - votou Não
• Ribamar Silva (PSD-SP) - votou Não
• Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) - votou Não
• Rogério Correia (PT-MG) - votou Não
• Rosangela Moro (União-SP) - votou Não
• Rubens Otoni (PT-GO) - votou Não
• Rubens Pereira Jr. (PT-MA) - votou Não
• Rui Falcão (PT-SP) - votou Não
• Ruy Carneiro (Podemos-PB) - votou Não
• Sâmia Bomfim (PSOL-SP) - votou Não
• Saulo Pedroso (PSD-SP) - votou Não
• Sidney Leite (PSD-AM) - votou Não
• Socorro Neri (PP-AC) - votou Não
• Tabata Amaral (PSB-SP) - votou Não
• Tadeu Veneri (PT-PR) - votou Não
• Talíria Petrone (PSOL-RJ) - votou Não
• Tarcísio Motta (PSOL-RJ) - votou Não
• Túlio Gadêlha (Rede-PE) - votou Não
• Valmir Assunção (PT-BA) - votou Não
• Vander Loubet (PT-MS) - votou Não
• Vicentinho (PT-SP) - votou Não
• Vitor Lippi (PSDB-SP) - votou Não
• Waldenor Pereira (PT-BA) - votou Não
• Welter (PT-PR) - votou Não
• Zé Neto (PT-BA) - votou Não
• Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR) - votou Não
Pizza à brasileira
sábado, 9 de dezembro de 2023
Wonka - O problema é a época e o conceito impresso.
Wonka - O problema é a época e o conceito impresso.
O diretor Paul King disse sobre o filme Wonka, que:
“Eu não queria reinventar essas coisas, porque o filme de 1971 criou esses visuais incrivelmente duradouros e icônicos. O que eu queria para este filme era ser como uma peça complementar àquele filme. Se você imaginar aquelas pessoas naquele mundo 25 anos antes, esse foi o meu processo inicial. Eventualmente, ele se tornaria aquela pessoa e teria aquela fábrica.”
Ok, filme de 1971. Então a história, preâmbulo ou prelúdio, se passa no ano de 1946.
Diretor dirige e ambienta. Tudo bem.
Tá bom... Eu conheço história e ninguém me enrola! Estou falando de como a sociedade era na época da ambientação da película, e exclusivamente sobre isso. Em 1946 nem havia começado o Movimento dos Direitos Civis nos Estados Unidos! A Ku klux kan (esse nome me dá mais medo que a gestapo, porque ninguém foi punido!) imperava, matando como bem queriam com apoio das autoridades locais!
Neste mesmo ano, houve um protesto em Washington, contra linchamentos no Sul do país (EUA). Detalhe, a marcha foi realizada por afrodescendentes norte-americanos!
-> Abrindo parêntesis para Madam C.J. Walker, que enriqueceu com a fórmula que criou para shampoos tendo uma fábrica no Caribe, além da dos EUA. Mas a sociedade a recebia por causa de sua fortuna. Lamentavelmente. <-
Prosseguindo para ver a seriedade dos problemas naquela época... Vamos em frente!
Na Inglaterra, em 1948, o sistema do Apartheid implementado na África do Sul pelo então primeiro-ministro, Daniel François Malan, após uma crescente ação contra aqueles que não constituíam a minoria branca (incluindo nesta segregação, além das populações do reino, territórios na África, dos aborígenes, na Austrália e Nova Zelândia, além dos povos asiáticos e indianos).
Não bastando, ainda houveram os distúrbios raciais de 1958 em Notting Hill.
E no mês de março deste ano de 2023, um relatório oficial concluiu que a polícia de Londres é racista, misógina e homofóbica.
Os Estados Unidos não estão em condição melhor... Todo o mundo assistiu pelos telejornais as atitudes e o massacre que deu origem ao movimento Black Lives
Matter (Vidas Negras Importam).
Aí vem um musical anglo-americano dizendo que era tudo lindo, divino e maravilhoso, além de rasgar uma história de lutas, que ainda não acabou!
O enfoque do filme deveria ser outro. Creio que seria melhor mostrar a luta dessas pessoas para conquistar seu lugar ao sol, servindo de exemplo para a sociedade.
Mas isso não interessa... O interessante é fantasiar e aumentar a "caixinha" dos estúdios cinematográficos sem apontar o que é histórico. Perdeu-se a grande chance de educar e conscientizar pessoas em formação e adultas...
Parece à quem vê, que o racismo nunca existiu nessa época e nesses países que estão mostrando uma condição igualitária, o que não havia. Que era tudo perfeito e igual para todos.
Aliás, nem há hoje em dia! Pleno 2023 (quase 24) e os absurdos prosseguem! Me poupe!
Nada está lindo, divino e maravilhoso! Fizessem uma história atemporal, ora bolas!
Querer vender uma ideia falsa tendo por base uma época de profundas injustiças, é para mim, muito duro de assistir! O que me interessava, pelo que soube não foi abordado nem de longe. Mais um mero entretenimento não me atrai a atenção.
quinta-feira, 7 de setembro de 2023
7 de setembro
Os quadros pintados jamais traduziram o que realmente aconteceu. Aliás, foram todos uma construção para elevar o senso de patriotismo e criar a figura do "herói nacional", que perseguimos através dos séculos. A independência deu-se após diversas revoltas separatistas, principalmente, a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana, mas foram tantos os interesses de vários reinos europeus, que hoje eu não a vejo como um evento popular, mas fruto de uma profunda discussão palaciana e política. Fruto do que seria "mais conveniente". Aliás Pedro fazia um "tour" pelo interior quando o mensageiro o alcançou e ele leu sobre a independência pré-aprovada no palácio da Quinta da Boa Vista. Depois o povo pagou, o império reuniu e transferiu esses valores para que outras nações reconhecessem que esta nação se tornara independente. Não foi algo tão emocionante mas puramente uma sucessão de atos administrativos.
segunda-feira, 17 de julho de 2023
Essa tal "dona" deflação...
Segunda-feira é um dia onde geralmente eu penso sobre o futuro, especialmente, em aspectos econômicos... Hoje li uma notícia sobre a deflação. Que ela foi utilizada em junho e que existe previsão para utilização desse fenômeno em julho, também. O detalhe que me preocupa, é que essa pátria não é "boa com contas" e a história prova isso. Utilizar um fenômeno pode até ser bom, mas quando o fenômeno se torna um mecanismo de repetição preocupa!... Quando a deflação passa por períodos muito longos ela pode representar grande risco para a economia; e eu lembro muito bem dos anos 80 e 90. Quando uma queda brusca nos preços acontece pode ocasionar uma grande alta no desemprego fazendo com que o país enfrente uma possível crise econômica, e nós "das antigas", já vivemos muitas! Acompanho no meu cantinho observando a marcha dos dias, olhando tudo com certo ar de "de-já-vu".
Tomara eu esteja errada...
quarta-feira, 26 de abril de 2023
Morgana - a detetive genial. Uma série policial abordando a hiperatividade!
Uma série policial abordando a hiperatividade!
Embora no Brasil as descrições dêm destaque ao alto grau de inteligência, a série mostra muito mais o que é a personalidade do portador da síndrome de hiperatividade.
Veja só:
A vida da protagonista é uma bagunça. Ela não se importa com o que as pessoas dizem, tem poucas habilidades sociais, tem uma inteligência extraordinária o que não a ajuda em sua vida diária, tem absoluto desprezo por qualquer tipo de autoridade o que a torna incapaz de manter um emprego estável, vive em um caos constante, interrompe as pessoas, tagarela incessantemente em horas impróprias, presta a atenção no que ela quer, mantém a casa totalmente desorganizada e sua vida emocional nunca entra nos eixos.
Familiar?
Pois é!
A série policial franco-belga Morgana, trata da hiperatividade associada ao alto QI (ao estilo de "The good Doctor' e "Doutor Milagre", que usaram a fórmula com a síndrome do autismo), mostrando a supremacia desta síndrome no comportamento que resulta na vida desorientada da protagonista de 38 anos, e principalmente, demonstra o drama que os portadores enfrentam, tentando se impor apesar do pouco respaldo dos "amigos" e a falta de apoio materno aos seus projetos, pois, segundo as palavras da mãe da protagonista: "nunca dão certo".
Na primeira temporada entende-se o básico:
1. Ela mal estudou por achar tudo um tédio e não prestar a atenção suficiente para estudar para as provas.
2. Seu filho "do meio", possui as mesmas características, e ela vive sendo chamada na escola, porque o menino "não se adequa, sendo disperso, desatento" além de "atrapalhar a aula e os colegas".
3. Aos 38 anos é mãe amorosa de três filhos de dois pais diferentes e para pagar as contas, trabalha à noite como faxineira em uma delegacia local.
4. Descuidada e hiperativa, ela acaba deixando cair uma pasta com o arquivo de um crime, observa o quadro de suspeitos e para "consertar" elabora uma teoria. No dia seguinte, a chefe do setor percebe a lógica e elucidação provável do crime, e como nenhum detetive assume ter feito tal relação, ela desconfia da faxineira e a pressiona. Morgana confessa e espera ser demitida, mas recebe um convite para atuar como consultora no departamento de investigações.
Em síntese:
Morgana é muito familiar para pessoas como eu que convive diariamente com uma pessoa portadora de hiperatividade.
É a única série que se prestou a demonstrar a existência da síndrome sem estereotipar, demonstrando os dramas interiores, sensação de culpa e solidão, e o "jeitinho maluquinho" tão natural dos hiperativos. Por isso mesmo, excelente!
sábado, 7 de janeiro de 2023
Quer falar sobre facismo, então entenda o que é!
Como a ignorância campeia, e ninguém presta a atenção nas aulas de história "porque cansa", porque é preciso pensar, registrar conceitos, interpretar comportamentos e razões de época, eu explico!
Explico porque detesto repetição de frases feitas, na maioria equivocadas e que se traduzem em puro modismo.
Quer falar sobre facismo? Então entenda o que isso é! E depois, pare de dizer bobagem por aí, porque intelectual de verdade não fala nada sem conhecimento.
Dez dicas para não falar abobrinhas! Vamos lá:
1- O fascismo italiano, também conhecido como fascismo clássico ou simplesmente fascismo, é a ideologia fascista original desenvolvida na Itália por Giovanni Gentile e Benito Mussolini.
2- A ideologia está associada a uma série de dois partidos políticos liderados por Benito Mussolini: o Partido Nacional Fascista (PNF), que governou o Reino da Itália de 1922 a 1943, e o Partido Fascista Republicano (PFR), que governou a República Social Italiana de 1943 a 1945.
3- O fascismo italiano também está associado ao Movimento Social Italiano (MSI) do pós-guerra e aos movimentos neofascistas italianos subsequentes.
4- O fascismo italiano estava enraizado no nacionalismo italiano, no sindicalismo nacional, no nacionalismo revolucionário e no desejo de restaurar e expandir os territórios italianos, que os fascistas italianos consideravam necessário para uma nação afirmar sua superioridade e força e evitar sucumbir à decadência.
5- Os fascistas italianos também afirmaram que a Itália moderna era a herdeira da Roma antiga e seu legado, e historicamente apoiaram a criação de uma Itália imperial para fornecer "spazio vitale" (espaço vital) para a colonização por colonos italianos e para estabelecer o controle sobre o Mar Mediterrâneo.
6- O fascismo italiano promoveu um sistema econômico corporativista, pelo qual os sindicatos de empregadores e empregados estão ligados em associações para representar coletivamente os produtores econômicos da nação e trabalhar ao lado do estado para definir a política econômica nacional.
7- Este sistema econômico pretendia resolver o conflito de classes por meio da colaboração entre as classes.
8- O fascismo italiano se opôs ao liberalismo, especialmente ao liberalismo clássico, que os líderes fascistas denunciaram como "a derrocada do individualismo".
9- O fascismo se opôs ao socialismo por causa da frequente oposição deste último ao nacionalismo, mas também se opôs ao conservadorismo reacionário desenvolvido por Joseph de Maistre. Acreditava que o sucesso do nacionalismo italiano exigia respeito pela tradição e um senso claro de um passado compartilhado entre o povo italiano, ao lado de um compromisso com uma Itália modernizada.
10- Originalmente, muitos fascistas italianos se opunham ao nazismo, já que o fascismo na Itália não defendia o nordicismo e inicialmente não defendia o anti-semitismo inerente à ideologia nazista, embora muitos fascistas, em particular o próprio Mussolini, tivessem ideias racistas (especificamente anti-eslavismo) que foram consagrados na lei como política oficial durante o regime fascista. À medida que a Itália fascista e a Alemanha nazista se aproximavam politicamente na segunda metade da década de 1930, as leis e políticas italianas tornaram-se explicitamente anti-semitas devido à pressão da Alemanha nazista (embora as leis anti-semitas não fossem comumente aplicadas na Itália), incluindo a aprovação da Lei Racial Italiana. Quando os fascistas estavam no poder, eles também perseguiram algumas minorias linguísticas na Itália. Além disso, os gregos no Dodecaneso e no norte do Épiro, que estavam sob ocupação e influência italiana, foram perseguidos.
Depois dessas explicações ficou bem claro o que foi o facismo.
Caso você conheça algum nacionalista, saiba que ele pode ser capitalista, comunista, anarquista porque nacionalismo só não transforma ninguém em facista ou nazista. E pare de repetir modismos vocabulares porque os coleguinhas dizem. Não faça propaganda auto-intelectualmente-destrutiva. Seja um bom conhecedor de história!
Gringos e a economia
Escrito ontem, 6 de janeiro, pouco após a meia-noite, após ler uma grande bobagem anti Tio Sam. Falta de conhecimento é um.caso sério...
Digam o que quiserem, mas é importante dar a mão à palmatória: os gringos sabem enxugar a máquina federal e investem pesado no que é essencial.
Por lá os Departamento Executivos Federais são ramificações primárias do poder Executivo do Governo federal dos Estados Unidos, sendo análogos aos ministérios em sistemas parlamentaristas ou semi-parlamentaristas.
Como os Estados Unidos são uma república presidencialista, o Presidente
acumula funções de chefe de Estado e de governo simultaneamente, e os quinze departamentos executivos (equivalentes ao que conhecemos como ministério por aqui) servem de apoio ao governo.
Olha isso, quinze departamentos... Lá
Mas isso é coisa da América, uma pátria que perfeita não é, mas que soube fazer escola e criou um modelo que deu muito certo. Por isso são o que são, como país...
E que não venham com a cantilena de que os gringos são imperialistas! Nós também fomos no passado, quando expandimos nosso território no tempo do império. A diferença é que com o correr do tempo, perdemos a competência para exercer esse "munus", e só restou a saudade, além de uma certa inveja por ter perdido essa qualidade.
Mudando de paus para pedras, fico aqui imaginando: se eles não tivessem neve, furacões, poderiam produzir safras três vezes ao ano! Diga-se de passagem, esse feito agrícola é única coisa que fazemos melhor que eles, porque de resto perdemos feio!
quinta-feira, 29 de dezembro de 2022
O rei do futebol partiu
Pelé, o rei:
Graças a ele o futebol brasileiro obteve reconhecimento. Partiu da vida para a imortalidade e viverá nos corações e mentes de todos que reconhecem seu mérito. E ainda deixou uma citação brilhante sobre a falta de cultura política de nosso povo:
"O brasileiro não sabe votar".
Muitos o criticaram por isso e o futuro demonstrou a imensidão do despreparo que perdura como uma espécie de instituição nacional.
Mas Pelé foi grande em sua trajetória, seu nome é mundialmente conhecido e agora tornou-se eterno!
Descanse em paz majestade.🙏🏻
quinta-feira, 27 de outubro de 2022
Crer ou não crer em pareceres politicamente isentos?
Crer ou não crer em pareceres politicamente isentos? Eis a questão!
Muito bem, eu sou filiada a um partido. Obviamente, minhas convicções mais profundas estão a ele vinculadas, pois assim como no futebol e nas escolas de samba, escolhemos um cujo princípio nos envolve e vamos em frente nessa fidelidade por opção clara e espontânea.
Pois bem, o min. Alexandre de Moraes é filiado ao PSDB, foi secretário duas vezes nas gestões tucanas em São Paulo e foi do primeiro escalão do governo Temer.
Como o PSDB virou um elemento pardo junto ao Partido dos Trabalhadores já faz algum tempo, que o agora ministro, foi alvo de 13 indicações seguidas feitas por presidentes do PT, para o cargo no Supremo.
Não questiono os meios e tão pouco o favoritismo. Também não me importam os meios para angariar tanta simpatia. Qualquer pessoa quer subir na vida, e não preciso cursar uma faculdade de Direito para ter esse desejo.
O problema em qualquer área de atuação, é: como se comportar, quando usar a faculdade legal de dizer "sou suspeito para analisar tal assunto, prefiro me abster", e quando se manifestar de maneira isenta e descomprometida.
Em meio à grave crise política pela qual passava o país, na época sob o impacto da operação Lava Jato, a indicação do então ex-membro do Ministério Público Alexandre de Moraes, foi alvo de críticas por sua suposta falta de imparcialidade.
Suposta falta de imparcialidade...
Para os opositores da sua nomeação, Moraes foi indicado ao Supremo para barrar as investigações contra membros do governo Temer e sua base no Congresso.
Realmente não houveram grandes investigações, a exceção do que ocorreu com a ex-presidente Dilma Rousseff.
Pois bem, voltando só um pouquinho, Alexandre de Moraes saiu do Ministério Público, deu início a uma trajetória que incluiu cargos de destaque na prefeitura e no governo de São Paulo, foi promotor de Justiça da Cidadania e assessor do procurador-geral do Estado entre 1991 e 2002, quando, aos 33 anos, se tornou o mais novo secretário de Justiça e Defesa da Cidadania do Estado, escolhido por Geraldo Alckmin (PSDB), com quem voltaria a trabalhar anos depois.
Após a passagem pelo CNJ, entre 2005 e 2007, trabalhou na gestão de Gilberto Kassab (PSD) na Prefeitura de São Paulo entre 2007 e 2010. No período, acumulou os cargos de presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), da São Paulo Transporte (SPTrans) e de secretário de Serviços e de Transportes, o que o transformava numa espécie de supersecretário.
Em 2015, voltou a participar de uma gestão de Alckmin, desta vez como secretário da Segurança Pública.
Analisando até aqui, parecia uma boa trajetória para uma carreira política, concorda comigo?
Pois bem, embora ele tenha construído uma carreira acadêmica voltada aos direitos humanos, passou a ser visto com grande rejeição por movimentos sociais, que viram uma atuação "truculenta" por parte da polícia durante sua gestão.
Então era adepto de ações contundentes ou excessivas. É o que se presume.
Prosseguindo...
Nomeado como ministro da Justiça logo após a destituição da ex-presidente Dilma Rousseff, em maio de 2016, findou por acumular desgastes nos meses em que ficou no cargo, mas resistiu a editorais de grandes veículos de mídia brasileiros que "pediam sua cabeça".
Ele resistiu aos veículos de mídia, mas como ser humano, deve ter ficado magoado com o que passou.
Em um desses episódios, o ministro precisou se explicar após supostamente antecipar uma fase da operação Lava Jato. A divulgação foi:
"Teve a semana passada, e esta semana vai ter mais, podem ficar tranquilos. Quando vocês virem esta semana, vão se lembrar de mim", disse ele a um grupo de pessoas durante campanha eleitoral de prefeito no interior de São Paulo, em setembro.
No dia seguinte, ele negou que tivesse adiantando ações da Polícia Federal - afirmou que a afirmação ocorreu porque houve operações desde que ele assumiu o cargo de ministro da Justiça.
Pois é... Disse e "desdisse"...
Pulando direto para 2022!
Em 16 de agosto de 2022 o ministro Alexandre de Moraes tomou posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na cerimônia em referência duas mil pessoas foram convidadas.
Eu acho modestamente, como cidadã, que uma cerimônia com tantos convidados deve ter tido algum bouffet. E acredito que o dinheiro público pagou esse bouffet, pois é acertado dizer que ministro não faz "vaquinha" para convescote. E também acredito que esse tipo de cerimônia deveria ser restrita aos membros do alto escalão do judiciário, suas famílias (esposa/marido, companheiros, filhos, namoradas/namorados) e alguns membros da imprensa para a devida publicidade.
Tudo bem...
Após o lauto encontro, certo é que o mandato do novo presidente do TSE será de dois anos.
O ministro Moraes assume o lugar de Edson Fachin, que ocupava o cargo desde fevereiro. O ministro Ricardo Lewandowski (que eu acho lindíssimo!) assume como vice-presidente da Justiça Eleitoral e segue na linha de frente.
A solenidade de posse teve ainda a presença dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e José Sarney.
Veja bem: a ex-presidente Dilma ("impeachmada"), "aquele que não se pode dizer o nome", Michel Temer e José Sarney (os dois últimos do MDB). E veja: eram quatro ex-presidentes da república!
Também estava figurando como convidado o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) que considerou a posse do ministro uma cerimônia “histórica”.
Porquê histórica?
Eu creio que diante desse panorama e de coisas curiosas que vêm acontecendo no país, posso assegurar por mera observação que é impossível ter independência e isenção sendo próximo de tantas pessoas que colaboraram para sua ascensão.
Em Roma, os imperadores vetavam quem era general. Com a queda do primeiro império, os generais puderam governar províncias e partilhavam de prestígio idêntico ao dos senadores, enquanto o império avançava pela Europa, Ásia e um pedaço da África. Roma caiu quando os generais se desorganizaram sob o comando de um imperador que preferiu transferir-se da Itália para Constantinopla.
Vamos trazer isso para o Brasil: Hoje vemos que o Judiciário está acima do Legislativo. Está contra o Executivo. Está visível o desequilíbrio entre os Três Poderes da República. Apesar de termos um representante do Executivo que raras vezes saiu do Brasil e um Legislativo que trabalhou bastante aprovando leis essenciais para a sociedade brasileira, o Judiciário no ano de 2022 passou a frente dos demais.
Na história brasileira, de 64 pra cá vi presidentes serem removidos de seus cargos. Vi o Congresso Nacional fechar suas portas. Nunca soube de situações iguais ou sequer parecidas no Poder Judiciário. Por isso, acho tão importante para o cargo de ministro que o ser humano que o ocupa seja descompromissado com qualquer partido político. Seja distante das autoridades políticas. Seja fiel à lei, e somente ela. Sei que existem ministros assim. Mas não ponho a minha mão no fogo por todos.
sábado, 22 de outubro de 2022
Masoquismo ou Síndrome de Estocolmo?
Eu me lembro da ditadura. A mídia repetia a mesma coisa, o STF dizia a mesma coisa que a mídia e quem discordava era insultado ou podia apanhar na rua. Igualzinho o que está acontecendo nessa eleição. E o mais interessante: hoje, a mídia repete a mesma coisa, o STF diz a mesma coisa que a mídia contra um militar reformado candidato à reeleição, e pessoas que concordam em mantê-lo por mais 4 anos são insultadas ou podem apanhar na rua. Que democracia é essa apregoada pela "ditadura branca" do PT?
Como um partido que afetou profundamente um país, tendo um repreensível desempenho econômico aumentando as dívidas interna e externa, desfavorecendo governos e prefeituras pelos ocupantes não serem aliados, e teve até uma presidente alvo de impeachment, vem agora arvorar-se como salvador não sei do quê, para apoderar-se novamente de Brasília?
Vamos pensar, você acha que o simples fato de não gostar de alguém é argumento suficiente para se submeter aos desmandos de alguém que você simpatiza ou gosta? Me desculpe, se você pensa assim, só pode ser masoquista.
segunda-feira, 3 de outubro de 2022
Lembrando de Álvaro Valle e seu PL
A história é coisa muito interessante, a história política então... Estava eu me recordando dos anos 80/90 e o surgimento do Partido Liberal (PL) que foi um partido político brasileiro, fundado pelo falecido deputado federal Álvaro Valle (RJ) que sonhou a vida toda com o "ônibus da liberdade" e a tarifa integrada... Ok ele foi fundado com orientação política liberal social. O partido existiu entre 1985 e 2006, quando se fundiu com o PRONA, do Dr. Enéas Carneiro (reconhecido cardiologista) para dar origem ao Partido da República - posteriormente rebatizado de Partido Liberal.
No troca-troca dos nomes, embora pequeno, esse partido sempre aparece. E porquê? Por seus políticos destacados. Chamou a atenção do PT que logo buscou parceria ao abiscoitar José Alencar (PL-MG) para concorrer como vice-presidente. E emplacou.
O PL esse ano conquistou nas urnas a continuidade de seu longo trabalho, mantendo o mesmo número de suas cadeiras no senado que diga-se de passagem, será a maior de todas elas e o maior número de deputados federais eleitos, 99 no total.
Se fosse hoje, Álvaro Valle veria circulando o tão sonhado ônibus da liberdade. Com tantos, a P-L seria aprovada facilmente!
domingo, 2 de outubro de 2022
Pequena crônica de Domingo.
Votando hoje no RJ me surpreendi! No colégio onde fica a seção onde eu voto, sempre foi comum um simpático PM conversando e orientando quem chegava. Uma viatura simples, ficava na esquina, onde o outro colega de farda, cumpria a missão em plena paz, ficando tranquilo e mexendo no celular... Mas diante da crescente violência, no meu bairro e ruas outrora calmas, a mudança se apresentou! Afinal, após 2 meses de guerra e tiros a qualquer momento, paralisando escolas, subseção da OAB, com desvio do trânsito em virtude dos confrontos, e culminando na sexta-feira, perto das 20h, com criminosos fortemente armados entrando no gigantesco supermercado Guanabara, atirando e ameaçando a segurança de todos, algo precisava mudar. E mudou!
Dentro do colégio eleitoral haviam policiais do batalhão de operações táticas com seus uniformes completos e coletes à prova de balas aparelhados com câmeras. E eles estavam presentes em todos os andares. Nos pátios frontais e laterais, também. Várias viaturas com outros, nas ruas vizinhas, além de patrulhamento motorizado constante.
Me senti segura, pois temia ficar ao Deus dará diante da situação reinante, que por tantos dias tirou a minha paz.
Ainda bem que foi o contrário de meus pensamentos e medos! Fui e voltei tranquila!
Eu sempre reclamei da polícia militar, achava pouco organizada. Diante disso, preciso ser justa e agradecer a inteligência, Comando tático e policiais da PMRJ. Estou, de fato, muito agradecida pela proteção efetiva dentro do colégio, nas ruas e em todo o bairro, parecia que os "velhos tempos" (nem faz tanto tempo assim) de calma e tranquilidade haviam voltado.
Meus aplausos a todos!👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻
quinta-feira, 31 de março de 2022
Economia
Já que hoje é 31 de março, vamos falar de economia...
Sem dúvida, a dívida pública está entre uma das piores heranças que recebemos da ditadura militar. E mesmo quase 60 anos depois, esse tipo de dívida parece ter se tornado uma "instituição" da nossa república.
O Sistema da Dívida tal qual opera hoje ( com a submissão ao sistema financeiro internacional, apoio dos veículos de comunicação e sob o escudo da falta de transparência ) começou a ser implementado no período de 1964 a 1985. Para quem acha que o custo de vida era excelente naqueles tempos, fique sabendo: não era. Poucos tinham um telefone fixo e era uma fortuna adquirí-lo. Alguns abastados alugavam suas linhas telefônicas e recebiam em média um salário-mínimo do locatário que ainda pagava uma conta pesada.
A especulação era grande. Os pobres cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos. Violência? Existia sim! Assaltos não são crimes dos dias atuais e os grandes homicídios aconteciam até na classe média alta ( Caso Lu, Caso Cláudia, Caso Angela dentre outros tantos ), havia o esquadrão da morte e depois os justiceiros como os famosos Mão Branca e Anjo Negro. Mas vamos de volta a economia...
Em 1964 a dívida externa brasileira somava US$ 3,294 bilhões e, em 1985 totalizava US$ 105,171 bilhões, ou seja, cresceu 32 vezes durante a presidência dos militares.
Os contratos firmados pelos militares com bancos, principalmente norte-americanos, possibilitaram o ingresso no Brasil de dólares sem lastro devido à quebra do acordo de paridade do dólar com o ouro em 1971, de forma unilateral pelo presidente dos EUA e ainda a cobrança de juros flutuantes ( prática considerada crime por acordos internacionais como a Convenção de Viena de 1969 ). O aumento das taxas de juros desses contratos de cerca de 5% para mais de 20% no final dos anos 1970 impactou a crise de diversos países nos anos 1980, inclusive do Brasil.
Obras de infraestrutura realizadas no período também permitiram o aumento da exploração das riquezas naturais brasileiras por países estrangeiros.
Nem mesmo a CPI da Dívida realizada na Câmara dos Deputados entre 2009 e 2010 teve acesso a todos os documentos que comprovassem a origem e aplicação dos recursos oriundos da dívida contraída pelos militares. E, se em algum momento houveram fraudes, ilegalidades e corrupção, isso contaminou todo o restante da dívida, na medida em que foram feitos refinanciamentos e geração de novas dívidas para pagamento das anteriores.
Nesse sistema a divida pública cresceu e deu frutos. Não há sistema perfeito para quem imagina o contrário. É importante que o brasileiro conheça sua história, entenda como o seu país atravessou cada período. Contos da Carochinha são para crianças... Jovens e adultos precisam ser realistas! Nossa história pode ser pouco gloriosa no contexto geral, mas não deixa de ser importante, pois, quando usamos a visão analítica em detrimento de fatos passados que resultaram em péssimas consequências, temos menos chances de repetí-los no futuro.
* Postado originalmente no meu perfil no Facebook, em 31/03/2021.
domingo, 13 de março de 2022
Pantanal. Remake nem pensar!
Pantanal vai ter remake. Não gosto de remake. Imagina o remake literário de Otelo! Impossível, não é mesmo? O que a maioria esquece é que telenovela é novela. Novela é um gênero literário. Se você adultera vira plágio, mas em nome da audiência todos esquecem disso. Remake significa refazer, e dá a impressão de corrigir alguma coisa... Historicamente e geograficamente, cabe analisar outra questão: na época da novela original (1990) o Mato Grosso precisava de estímulo para o turismo. O Mato Grosso do Sul passou a existir em 77 e estava com 13 anos de criação. O próprio brasileiro desconhecia essa área, apenas era uma referência didática nas escolas, nada além. Com a proximidade da ECO 92 era necessário mostrar os biomas para brasileiros e estrangeiros. Foram muitos os interesses, e a Rede Manchete foi impecável na produção, atendendo a todos eles. Hoje fica sem sentido muitos detalhes, pois não existe a necessidade do boiadeiro como outrora. Coreiros são alvo de punição e praticamente desapareceram, fatos que as novas gerações desconhecem. Quando a novela é um registro de uma época, é um desrespeito fazer um remake. Assim penso eu...
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022
Nota: Ninguém liga!
A Somália enfrenta uma guerra civil que já dura 30 anos, mas ninguém liga.
O conflito no Iêmen já dura uns sete anos, deixou mais de 10 mil crianças mortas ou mutiladas, mas ninguém se importa.
Nigéria, Síria, Mianmar e Somália respondem por 44,6% dos eventos conflitantes e 55% das mortes, porém o resto do mundo tá nem aí...
O mesmo descaso ocorre com Sudão do Sul,
Filipinas, Palestina, Rep. Democrática do Congo, Camarões, Quênia, Tailândia, Indonésia, Níger, Azerbaijão, Líbia, Senegal,
Costa do Marfim e Burundi... Sei que tem outros poucos mas não me lembro agora.
Mas o pessoal tá preocupado com a Ucrânia... Aliás, ninguém se importava com a Ucrânia também. Se a Ucrânia esperneasse com os norte-americanos, o mundo se viraria contra ela! O que as pessoas não entenderam, é que esse é um conflito local e não tem coitadinhos nessa história! E se é pra tomar as dores, as pessoas deviam se preocupar com as crianças do Sudão, Iêmen e Somália. Essas sim, vítimas inocentes. Mas ninguém liga!
*Publicado no facebook 4 minutos atrás.


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