quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Votaram contra a PEC da Blindagem e merecem a confiança dos eleitores


Deputados que votaram não à PEC da Blindagem. 

São políticos que não temem ser processados em acordo com a Constituição, pois provavelmente, se comportam dignamente. Quem não deve não teme. São eles:


Adriana Ventura (Novo-SP) - votou Não
Aécio Neves (PSDB-MG) - votou Não
Afonso Motta (PDT-RS) - votou Não
Alencar Santana (PT-SP) - votou Não
Alice Portugal (PCdoB-BA) - votou Não
Amom Mandel (Cidadania-AM) - votou Não
Ana Paula Lima (PT-SC) - votou Não
Ana Pimentel (PT-MG) - votou Não
Antonio Brito (PSD-BA) - votou Não
Arlindo Chinaglia (PT-SP) - votou Não
Átila Lins (PSD-AM) - votou Não
Bacelar (PV-BA) - votou Sim
Baleia Rossi (MDB-SP) - votou Não
Bandeira de Mello (PSB-RJ) - votou Não
Bebeto (PP-RJ) - votou Sim
Benedita da Silva (PT-RJ) - votou Não
Bohn Gass (PT-RS) - votou Não
Caio Vianna (PSD-RJ) - votou Não
Carlos Sampaio (PSD-SP) - votou Não
Carlos Veras (PT-PE) - votou Não
Carlos Zarattini (PT-SP) - votou Não
Carol Dartora (PT-PR) - votou Não
Célia Xakriabá (PSOL-MG) - votou Não
Célio Studart (PSD-CE) - votou Não
Charles Fernandes (PSD-BA) - votou Não
Chico Alencar (PSOL-RJ) - votou Não
Clodoaldo Magalhães (PV-PE) - votou Não
Cristiane Lopes (União-RO) - votou Não
Daiana Santos (PCdoB-RS) - votou Não
Dandara (PT-MG) - votou Não
Daniel Almeida (PCdoB-BA) - votou Não
Daniel Barbosa (PP-AL) - votou Não
Daniel Trzeciak (PSDB-RS) - votou Não
Del. Adriana A. (PT-GO) - votou Não
Del. Bruno Lima (PP-SP) - votou Não
Delegada Katarina (PSD-SE) - votou Não
Delegado Palumbo (MDB-SP) - votou Não
Denise Pessôa (PT-RS) - votou Não
Dimas Gadelha (PT-RJ) - votou Não
Dorinaldo Malafaia (PDT-AP) - votou Não
Douglas Viegas (União-SP) - votou Não
Duarte Jr. (PSB-MA) - votou Não
Duda Salabert (PDT-MG) - votou Não
Emanuel Pinheiro (MDB-MT) - votou Não
Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ) - votou Não
Erika Hilton (PSOL-SP) - votou Não
Erika Kokay (PT-DF) - votou Não
Fabio Reis (PSD-SE) - votou Não
Fernanda Melchionna (PSOL-RS) - votou Não
Fernando Mineiro (PT-RN) - votou Não
Flávia Morais (PDT-GO) - votou Não
Geraldo Resende (PSDB-MS) - votou Não
Gilson Daniel (Podemos-ES) - votou Não
Gilson Marques (Novo-SC) - votou Não
Glauber Braga (PSOL-RJ) - votou Não
Guilherme Boulos (PSOL-SP) - votou Não
Helder Salomão (PT-ES) - votou Não
Ivan Valente (PSOL-SP) - votou Não
Ivoneide Caetano (PT-BA) - votou Não
Jack Rocha (PT-ES) - votou Não
Jandira Feghali (PCdoB-RJ) - votou Não
João Daniel (PT-SE) - votou Não
Jorge Solla (PT-BA) - votou Não
José Guimarães (PT-CE) - votou Não
Joseildo Ramos (PT-BA) - votou Não
Josias Gomes (PT-BA) - votou Não
Juarez Costa (MDB-MT) - votou Não
Juliana Cardoso (PT-SP) - votou Não
Júnior Ferrari (PSD-PA) - votou Não
Kim Kataguiri (União-SP) - votou Não
Laura Carneiro (PSD-RJ) - votou Não
Lenir de Assis (PT-PR) - votou Não
Lídice da Mata (PSB-BA) - votou Não
Lindbergh Farias (PT-RJ) - votou Não
Lindenmeyer (PT-RS) - votou Não
Lucas Ramos (PSB-PE) - votou Sim
Lucas Redecker (PSDB-RS) - votou Não
Luciano Alves (PSD-PR) - votou Não
Luciano Ducci (PSB-PR) - votou Não
Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) - votou Não
Luiz Couto (PT-PB) - votou Não
Luiz Gastão (PSD-CE) - votou Não
Luiz Lima (Novo-RJ) - votou Não
Luiz Nishimori (PSD-PR) - votou Não
Luiza Erundina (PSOL-SP) - votou Não
Luizianne Lins (PT-CE) - votou Não
Marcel van Hattem (Novo-RS) - votou Não
Márcio Jerry (PCdoB-MA) - votou Não
Marcon (PT-RS) - votou Não
Maria Arraes (Solidariedade-PE) - votou Não
Maria do Rosário (PT-RS) - votou Não
Natália Bonavides (PT-RN) - votou Não
Nilto Tatto (PT-SP) - votou Não
Orlando Silva (PCdoB-SP) - votou Não
Otoni de Paula (MDB-RJ) - votou Não
Otto Alencar Filho (PSD-BA) - votou Não
Padre João (PT-MG) - votou Não
Pastor Henrique V. (PSOL-RJ) - votou Não
Pastor Isidório (Avante-BA) - votou Não
Patrus Ananias (PT-MG) - votou Não
Paulão (PT-AL) - votou Não
Paulo A. Barbosa (PSDB-SP) - votou Não
Paulo Lemos (PSOL-AP) - votou Não
Paulo Pimenta (PT-RS) - votou Não
Pedro Uczai (PT-SC) - votou Não
Pompeo de Mattos (PDT-RS) - votou Não
Prof Marcivania (PCdoB-AP) - votou Não
Prof. Reginaldo V. (PV-DF) - votou Não
Professora Luciene (PSOL-SP) - votou Não
Reginaldo Lopes (PT-MG) - votou Não
Reimont (PT-RJ) - votou Não
Renildo Calheiros (PCdoB-PE) - votou Não
Ribamar Silva (PSD-SP) - votou Não
Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) - votou Não
Rogério Correia (PT-MG) - votou Não
Rosangela Moro (União-SP) - votou Não
Rubens Otoni (PT-GO) - votou Não
Rubens Pereira Jr. (PT-MA) - votou Não
Rui Falcão (PT-SP) - votou Não
Ruy Carneiro (Podemos-PB) - votou Não
Sâmia Bomfim (PSOL-SP) - votou Não
Saulo Pedroso (PSD-SP) - votou Não
Sidney Leite (PSD-AM) - votou Não
Socorro Neri (PP-AC) - votou Não
Tabata Amaral (PSB-SP) - votou Não
Tadeu Veneri (PT-PR) - votou Não
Talíria Petrone (PSOL-RJ) - votou Não
Tarcísio Motta (PSOL-RJ) - votou Não
Túlio Gadêlha (Rede-PE) - votou Não
Valmir Assunção (PT-BA) - votou Não
Vander Loubet (PT-MS) - votou Não
Vicentinho (PT-SP) - votou Não
Vitor Lippi (PSDB-SP) - votou Não
Waldenor Pereira (PT-BA) - votou Não
Welter (PT-PR) - votou Não
Zé Neto (PT-BA) - votou Não
Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR) - votou Não





Pizza à brasileira


O Brasil é o único país onde um depósito de queijo é fiscalizado e protegido por camundongos. 

Diz a CEF/88 em seu art. 53 que cabe ao STF processar e julgar os crimes  cometidos por Deputados e Senadores exceto no caso de responsabilidade que pertencem a competência do Senado. Porém, se ergue um artifício do Poder Legislativo que busca dar uma "rasteira" na Constituição... Há quem aplauda, não me incluo entre esses. Eu respeito a Constituição. Isso pode estar fora de moda, mas eu respeito!

Observo perplexa, que de forma surpreendente e contrariando a Magna Carta, surge a chamada PEC da Blindagem que na minha singela opinião deveria se chamar PEC da impunidade, porque ela é!

O mecanismo chega em um momento muito apropriado, pois o caso do INSS (objeto do desvio de milhões de reais, e que provavelmente contou com deputados e senadores no esquema que favoreceu tal operação) está em fase de investigações desse próprio Poder Legislativo. 

A frase "tudo no Brasil termina em pizza" está saindo da gaveta para integrar novamente o vocabulário do brasileiro, e para muitos, o Legislativo retoma a triste posição do menos confiável dos Três Poderes da República. Lamentável!... 

Só falta agora a PEC da Anistia. Se ela passar, então poderão queimar a Constituição Federal, porque não terá efeitos para políticos, ex politicos e demais envolvidos no julgamento da tentativa de  golpe de Estado. 

Me parece que grande parte das pessoas não entendem isso. E essa falta de compreensão é grave, muito grave...

Faz um tempo que eu não escrevo. Então segue um apanhado.

sábado, 9 de dezembro de 2023

Wonka - O problema é a época e o conceito impresso.

Wonka - O problema é a época e o conceito impresso.


O diretor Paul King disse sobre o filme Wonka, que: 

“Eu não queria reinventar essas coisas, porque o filme de 1971 criou esses visuais incrivelmente duradouros e icônicos. O que eu queria para este filme era ser como uma peça complementar àquele filme. Se você imaginar aquelas pessoas naquele mundo 25 anos antes, esse foi o meu processo inicial. Eventualmente, ele se tornaria aquela pessoa e teria aquela fábrica.”


Ok, filme de 1971. Então a história, preâmbulo ou prelúdio, se passa no ano de 1946. 


Diretor dirige e ambienta. Tudo bem.


Tá bom... Eu conheço história e ninguém me enrola! Estou falando de como a sociedade era na época da ambientação da película, e exclusivamente sobre isso.  Em 1946 nem havia começado o Movimento dos Direitos Civis nos Estados Unidos! A Ku klux kan (esse nome me dá mais medo que a gestapo, porque ninguém foi punido!) imperava, matando como bem queriam com apoio das autoridades locais!


Neste mesmo ano, houve um protesto em Washington, contra linchamentos no Sul do país (EUA). Detalhe, a marcha foi realizada por afrodescendentes norte-americanos! 


-> Abrindo parêntesis para Madam C.J. Walker, que enriqueceu com a fórmula que criou para shampoos tendo uma fábrica no Caribe, além da dos EUA. Mas a sociedade a recebia por causa de sua fortuna. Lamentavelmente. <- 


Prosseguindo para ver a seriedade dos problemas naquela época... Vamos em frente!


Na Inglaterra, em 1948, o sistema do  Apartheid  implementado na África do Sul pelo então primeiro-ministro, Daniel François Malan, após uma crescente ação contra aqueles que não constituíam a minoria branca (incluindo nesta segregação, além das populações do reino, territórios na África, dos aborígenes, na Austrália e Nova Zelândia, além dos povos asiáticos e indianos).


Não bastando, ainda houveram os distúrbios raciais de 1958 em Notting Hill.


E no mês de março deste ano de 2023, um relatório oficial concluiu que a polícia de Londres é racista, misógina e homofóbica. 


Os Estados Unidos não estão em condição melhor... Todo o mundo assistiu pelos telejornais as atitudes e o massacre que deu origem ao movimento Black Lives 

Matter (Vidas Negras Importam). 


Aí vem um musical anglo-americano dizendo que era tudo lindo, divino e maravilhoso, além de rasgar uma história de lutas, que ainda não acabou! 




O enfoque do filme deveria ser outro. Creio que seria melhor mostrar a luta dessas pessoas para conquistar seu lugar ao sol, servindo de exemplo para a sociedade. 


Mas isso não interessa... O interessante é fantasiar e aumentar a "caixinha" dos estúdios cinematográficos sem apontar o que é histórico.  Perdeu-se a grande chance de educar e conscientizar pessoas em formação e adultas...


Parece à quem vê, que o racismo nunca existiu nessa época e nesses países que estão mostrando uma condição igualitária, o que não havia. Que era tudo perfeito e igual para todos. 


Aliás, nem há hoje em dia! Pleno 2023 (quase 24) e os absurdos prosseguem! Me poupe! 


Nada está lindo, divino e maravilhoso! Fizessem uma história atemporal, ora bolas! 


Querer vender uma ideia falsa tendo por base uma época de profundas injustiças, é para mim, muito duro de assistir! O que me interessava, pelo que soube não foi abordado nem de longe. Mais um mero entretenimento não me atrai a atenção.


quinta-feira, 7 de setembro de 2023

7 de setembro


Os quadros pintados jamais traduziram o que realmente aconteceu. Aliás, foram todos uma construção para elevar o senso de patriotismo e criar a figura do "herói nacional", que perseguimos através dos séculos. A independência deu-se após diversas revoltas separatistas, principalmente, a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana, mas foram tantos os interesses de vários reinos  europeus, que hoje eu não a vejo como um evento popular, mas fruto de uma profunda discussão palaciana e política. Fruto do que seria "mais conveniente". Aliás Pedro fazia um "tour" pelo interior quando o mensageiro o alcançou e ele leu sobre a independência pré-aprovada no palácio da Quinta da Boa Vista. Depois o povo pagou, o império reuniu e transferiu esses valores para que outras nações reconhecessem que esta nação se tornara independente. Não foi algo tão emocionante mas puramente uma sucessão de atos administrativos.

segunda-feira, 17 de julho de 2023

Essa tal "dona" deflação...

 Segunda-feira é um dia onde geralmente eu penso sobre o futuro, especialmente, em aspectos econômicos... Hoje li uma notícia sobre a deflação. Que ela foi utilizada em junho e que existe previsão para utilização desse fenômeno em julho, também. O detalhe que me preocupa, é que essa pátria não é "boa com contas" e a história prova isso. Utilizar um fenômeno pode até ser bom, mas quando o fenômeno se torna um mecanismo de repetição preocupa!... Quando a deflação passa por períodos muito longos ela pode representar grande risco para a economia; e eu lembro muito bem dos anos 80 e 90. Quando uma queda brusca nos preços acontece pode ocasionar uma grande alta no desemprego fazendo com que o país enfrente uma possível crise econômica, e nós "das antigas",  já vivemos muitas! Acompanho no meu cantinho observando a marcha dos dias, olhando tudo com certo ar de "de-já-vu". 

Tomara eu esteja errada...




quarta-feira, 26 de abril de 2023

Morgana - a detetive genial. Uma série policial abordando a hiperatividade!

 Uma série policial abordando a hiperatividade!


Embora no Brasil as descrições dêm destaque ao alto grau de inteligência, a série mostra muito mais o que é a personalidade do portador da síndrome de hiperatividade.

Veja só:

A vida da protagonista é uma bagunça. Ela não se importa com o que as pessoas dizem, tem poucas habilidades sociais, tem uma inteligência extraordinária o que não a ajuda em sua vida diária, tem  absoluto desprezo por qualquer tipo de autoridade o que a torna incapaz de manter um emprego estável, vive em um caos constante, interrompe as pessoas, tagarela incessantemente em horas impróprias, presta a atenção no que ela quer, mantém a casa totalmente desorganizada e sua vida emocional nunca entra nos eixos. 

Familiar?

Pois é!

A série policial franco-belga Morgana, trata da hiperatividade associada ao alto QI (ao estilo de "The good Doctor' e "Doutor Milagre", que usaram a fórmula com a síndrome do autismo), mostrando a supremacia desta síndrome no comportamento que resulta na vida desorientada da protagonista de 38 anos, e principalmente, demonstra o drama que os portadores enfrentam, tentando se impor apesar do pouco respaldo dos "amigos" e a falta de apoio materno aos seus projetos, pois, segundo as palavras da mãe da protagonista: "nunca dão certo".

Na primeira temporada entende-se o básico:

1. Ela mal estudou por achar tudo um tédio e não prestar a atenção suficiente para estudar para as provas. 

2. Seu filho "do meio", possui as mesmas características, e ela vive sendo chamada na escola, porque o menino "não se adequa, sendo disperso, desatento" além de "atrapalhar a aula e os colegas".  

3. Aos 38 anos é mãe amorosa de três filhos de dois pais diferentes e para pagar as contas, trabalha à noite como faxineira em uma delegacia local. 

4. Descuidada e hiperativa, ela acaba deixando cair uma pasta com o arquivo de um crime, observa o quadro de suspeitos e para "consertar" elabora uma teoria. No dia seguinte, a chefe do setor percebe a lógica e elucidação provável do crime, e como nenhum detetive assume ter feito tal relação, ela desconfia da faxineira e a pressiona. Morgana confessa e espera ser demitida, mas recebe um convite para atuar como consultora no departamento de investigações.

Na segunda temporada, quando vai fazer um curso para adequá-la nas funções de consultoria investigativa, seu instrutor se refere a ela como "uma aluna deficiente", e que ele jamais havia trabalhado com "alunos com esse problema de baixa concentração", e até pede desculpas pelo despreparo.

Em síntese:

Morgana é muito familiar para pessoas como eu que convive diariamente com uma pessoa portadora de hiperatividade.


É a única série que se prestou a demonstrar a existência da síndrome sem estereotipar, demonstrando os dramas interiores, sensação de culpa e solidão, e o "jeitinho maluquinho" tão natural dos hiperativos. Por isso mesmo, excelente!