quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Política é jogo de poder, Justiça não.

 


Política é jogo de poder, Justiça não.
Notícia é uma coisa, Justiça, outra. 
Há indícios que para um ministro gera suspeita. Não há crime para nenhum dos dois, mas suspeita e sem provas. 
Quanto ao outro ministro há encontros de duas horas em instituto do mesmo com banqueiro ainda solto, pagamento de serviços de alfaiataria de luxo, porém, há indícios mas não há crime, também. 
Até o momento não há investigação para nenhum dos dois. 
É importante que seja iniciada a investigação pelo STF. É importante afastar o Min. Mendonça pois ele vinha agindo seletivamente e realizando diligências sem submeter ao crivo do  plenário e por isso, há fortes indícios que o levariam à suspeição. Mas, suspeição pela parcialidade nas decisões, que também não é crime, é erro. Ele então, seria adequado apresentar desistência e transferir o Caso Master e suas implicações com "Dark Horse" ao Plenário que decidirá o declínio para outro Ministro por votação ou via sorteio. 
Para ambos, se crime houver, está muito distante da prescrição. No momento não há provas de existência de crime para nenhum dos dois. 
O trabalho de uma investigação não pode ocorrer de forma atabalhoada, e um processo dessa ordem, com o envolvimento dos Ministros, seguirá naturalmente em sigilo. 
Provas genuínas do Caso Master serão  mantidas, e que se quebre o sigilo para satisfazer a imprensa e a sociedade, já que outros foram. 
Quanto ao restante, não há necessidade de se envolver essa questão na disputa eleitoral, afinal nenhum dos Ministros é candidato (nem pode!). O processo no STF seguirá seu trâmite conforme a lei. 
O que é importante e causa espécie, é o fato de um senador da república pedir dinheiro a um banqueiro em prisão domiciliar, por telefone e pessoalmente, fato público e assumido pelo político que praticou, sem que esse político tenha sido alvo de busca e apreensão apesar das irregularidades cometidas. 
Então, que se haja de modo isonômico,  investigando a todos! Nada a quem e nada além!

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Votaram contra a PEC da Blindagem e merecem a confiança dos eleitores


Deputados que votaram não à PEC da Blindagem. 

São políticos que não temem ser processados em acordo com a Constituição, pois provavelmente, se comportam dignamente. Quem não deve não teme. São eles:


Adriana Ventura (Novo-SP) - votou Não
Aécio Neves (PSDB-MG) - votou Não
Afonso Motta (PDT-RS) - votou Não
Alencar Santana (PT-SP) - votou Não
Alice Portugal (PCdoB-BA) - votou Não
Amom Mandel (Cidadania-AM) - votou Não
Ana Paula Lima (PT-SC) - votou Não
Ana Pimentel (PT-MG) - votou Não
Antonio Brito (PSD-BA) - votou Não
Arlindo Chinaglia (PT-SP) - votou Não
Átila Lins (PSD-AM) - votou Não
Bacelar (PV-BA) - votou Sim
Baleia Rossi (MDB-SP) - votou Não
Bandeira de Mello (PSB-RJ) - votou Não
Bebeto (PP-RJ) - votou Sim
Benedita da Silva (PT-RJ) - votou Não
Bohn Gass (PT-RS) - votou Não
Caio Vianna (PSD-RJ) - votou Não
Carlos Sampaio (PSD-SP) - votou Não
Carlos Veras (PT-PE) - votou Não
Carlos Zarattini (PT-SP) - votou Não
Carol Dartora (PT-PR) - votou Não
Célia Xakriabá (PSOL-MG) - votou Não
Célio Studart (PSD-CE) - votou Não
Charles Fernandes (PSD-BA) - votou Não
Chico Alencar (PSOL-RJ) - votou Não
Clodoaldo Magalhães (PV-PE) - votou Não
Cristiane Lopes (União-RO) - votou Não
Daiana Santos (PCdoB-RS) - votou Não
Dandara (PT-MG) - votou Não
Daniel Almeida (PCdoB-BA) - votou Não
Daniel Barbosa (PP-AL) - votou Não
Daniel Trzeciak (PSDB-RS) - votou Não
Del. Adriana A. (PT-GO) - votou Não
Del. Bruno Lima (PP-SP) - votou Não
Delegada Katarina (PSD-SE) - votou Não
Delegado Palumbo (MDB-SP) - votou Não
Denise Pessôa (PT-RS) - votou Não
Dimas Gadelha (PT-RJ) - votou Não
Dorinaldo Malafaia (PDT-AP) - votou Não
Douglas Viegas (União-SP) - votou Não
Duarte Jr. (PSB-MA) - votou Não
Duda Salabert (PDT-MG) - votou Não
Emanuel Pinheiro (MDB-MT) - votou Não
Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ) - votou Não
Erika Hilton (PSOL-SP) - votou Não
Erika Kokay (PT-DF) - votou Não
Fabio Reis (PSD-SE) - votou Não
Fernanda Melchionna (PSOL-RS) - votou Não
Fernando Mineiro (PT-RN) - votou Não
Flávia Morais (PDT-GO) - votou Não
Geraldo Resende (PSDB-MS) - votou Não
Gilson Daniel (Podemos-ES) - votou Não
Gilson Marques (Novo-SC) - votou Não
Glauber Braga (PSOL-RJ) - votou Não
Guilherme Boulos (PSOL-SP) - votou Não
Helder Salomão (PT-ES) - votou Não
Ivan Valente (PSOL-SP) - votou Não
Ivoneide Caetano (PT-BA) - votou Não
Jack Rocha (PT-ES) - votou Não
Jandira Feghali (PCdoB-RJ) - votou Não
João Daniel (PT-SE) - votou Não
Jorge Solla (PT-BA) - votou Não
José Guimarães (PT-CE) - votou Não
Joseildo Ramos (PT-BA) - votou Não
Josias Gomes (PT-BA) - votou Não
Juarez Costa (MDB-MT) - votou Não
Juliana Cardoso (PT-SP) - votou Não
Júnior Ferrari (PSD-PA) - votou Não
Kim Kataguiri (União-SP) - votou Não
Laura Carneiro (PSD-RJ) - votou Não
Lenir de Assis (PT-PR) - votou Não
Lídice da Mata (PSB-BA) - votou Não
Lindbergh Farias (PT-RJ) - votou Não
Lindenmeyer (PT-RS) - votou Não
Lucas Ramos (PSB-PE) - votou Sim
Lucas Redecker (PSDB-RS) - votou Não
Luciano Alves (PSD-PR) - votou Não
Luciano Ducci (PSB-PR) - votou Não
Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) - votou Não
Luiz Couto (PT-PB) - votou Não
Luiz Gastão (PSD-CE) - votou Não
Luiz Lima (Novo-RJ) - votou Não
Luiz Nishimori (PSD-PR) - votou Não
Luiza Erundina (PSOL-SP) - votou Não
Luizianne Lins (PT-CE) - votou Não
Marcel van Hattem (Novo-RS) - votou Não
Márcio Jerry (PCdoB-MA) - votou Não
Marcon (PT-RS) - votou Não
Maria Arraes (Solidariedade-PE) - votou Não
Maria do Rosário (PT-RS) - votou Não
Natália Bonavides (PT-RN) - votou Não
Nilto Tatto (PT-SP) - votou Não
Orlando Silva (PCdoB-SP) - votou Não
Otoni de Paula (MDB-RJ) - votou Não
Otto Alencar Filho (PSD-BA) - votou Não
Padre João (PT-MG) - votou Não
Pastor Henrique V. (PSOL-RJ) - votou Não
Pastor Isidório (Avante-BA) - votou Não
Patrus Ananias (PT-MG) - votou Não
Paulão (PT-AL) - votou Não
Paulo A. Barbosa (PSDB-SP) - votou Não
Paulo Lemos (PSOL-AP) - votou Não
Paulo Pimenta (PT-RS) - votou Não
Pedro Uczai (PT-SC) - votou Não
Pompeo de Mattos (PDT-RS) - votou Não
Prof Marcivania (PCdoB-AP) - votou Não
Prof. Reginaldo V. (PV-DF) - votou Não
Professora Luciene (PSOL-SP) - votou Não
Reginaldo Lopes (PT-MG) - votou Não
Reimont (PT-RJ) - votou Não
Renildo Calheiros (PCdoB-PE) - votou Não
Ribamar Silva (PSD-SP) - votou Não
Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) - votou Não
Rogério Correia (PT-MG) - votou Não
Rosangela Moro (União-SP) - votou Não
Rubens Otoni (PT-GO) - votou Não
Rubens Pereira Jr. (PT-MA) - votou Não
Rui Falcão (PT-SP) - votou Não
Ruy Carneiro (Podemos-PB) - votou Não
Sâmia Bomfim (PSOL-SP) - votou Não
Saulo Pedroso (PSD-SP) - votou Não
Sidney Leite (PSD-AM) - votou Não
Socorro Neri (PP-AC) - votou Não
Tabata Amaral (PSB-SP) - votou Não
Tadeu Veneri (PT-PR) - votou Não
Talíria Petrone (PSOL-RJ) - votou Não
Tarcísio Motta (PSOL-RJ) - votou Não
Túlio Gadêlha (Rede-PE) - votou Não
Valmir Assunção (PT-BA) - votou Não
Vander Loubet (PT-MS) - votou Não
Vicentinho (PT-SP) - votou Não
Vitor Lippi (PSDB-SP) - votou Não
Waldenor Pereira (PT-BA) - votou Não
Welter (PT-PR) - votou Não
Zé Neto (PT-BA) - votou Não
Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR) - votou Não





Pizza à brasileira


O Brasil é o único país onde um depósito de queijo é fiscalizado e protegido por camundongos. 

Diz a CEF/88 em seu art. 53 que cabe ao STF processar e julgar os crimes  cometidos por Deputados e Senadores exceto no caso de responsabilidade que pertencem a competência do Senado. Porém, se ergue um artifício do Poder Legislativo que busca dar uma "rasteira" na Constituição... Há quem aplauda, não me incluo entre esses. Eu respeito a Constituição. Isso pode estar fora de moda, mas eu respeito!

Observo perplexa, que de forma surpreendente e contrariando a Magna Carta, surge a chamada PEC da Blindagem que na minha singela opinião deveria se chamar PEC da impunidade, porque ela é!

O mecanismo chega em um momento muito apropriado, pois o caso do INSS (objeto do desvio de milhões de reais, e que provavelmente contou com deputados e senadores no esquema que favoreceu tal operação) está em fase de investigações desse próprio Poder Legislativo. 

A frase "tudo no Brasil termina em pizza" está saindo da gaveta para integrar novamente o vocabulário do brasileiro, e para muitos, o Legislativo retoma a triste posição do menos confiável dos Três Poderes da República. Lamentável!... 

Só falta agora a PEC da Anistia. Se ela passar, então poderão queimar a Constituição Federal, porque não terá efeitos para políticos, ex politicos e demais envolvidos no julgamento da tentativa de  golpe de Estado. 

Me parece que grande parte das pessoas não entendem isso. E essa falta de compreensão é grave, muito grave...

Faz um tempo que eu não escrevo. Então segue um apanhado.

sábado, 9 de dezembro de 2023

Wonka - O problema é a época e o conceito impresso.

Wonka - O problema é a época e o conceito impresso.


O diretor Paul King disse sobre o filme Wonka, que: 

“Eu não queria reinventar essas coisas, porque o filme de 1971 criou esses visuais incrivelmente duradouros e icônicos. O que eu queria para este filme era ser como uma peça complementar àquele filme. Se você imaginar aquelas pessoas naquele mundo 25 anos antes, esse foi o meu processo inicial. Eventualmente, ele se tornaria aquela pessoa e teria aquela fábrica.”


Ok, filme de 1971. Então a história, preâmbulo ou prelúdio, se passa no ano de 1946. 


Diretor dirige e ambienta. Tudo bem.


Tá bom... Eu conheço história e ninguém me enrola! Estou falando de como a sociedade era na época da ambientação da película, e exclusivamente sobre isso.  Em 1946 nem havia começado o Movimento dos Direitos Civis nos Estados Unidos! A Ku klux kan (esse nome me dá mais medo que a gestapo, porque ninguém foi punido!) imperava, matando como bem queriam com apoio das autoridades locais!


Neste mesmo ano, houve um protesto em Washington, contra linchamentos no Sul do país (EUA). Detalhe, a marcha foi realizada por afrodescendentes norte-americanos! 


-> Abrindo parêntesis para Madam C.J. Walker, que enriqueceu com a fórmula que criou para shampoos tendo uma fábrica no Caribe, além da dos EUA. Mas a sociedade a recebia por causa de sua fortuna. Lamentavelmente. <- 


Prosseguindo para ver a seriedade dos problemas naquela época... Vamos em frente!


Na Inglaterra, em 1948, o sistema do  Apartheid  implementado na África do Sul pelo então primeiro-ministro, Daniel François Malan, após uma crescente ação contra aqueles que não constituíam a minoria branca (incluindo nesta segregação, além das populações do reino, territórios na África, dos aborígenes, na Austrália e Nova Zelândia, além dos povos asiáticos e indianos).


Não bastando, ainda houveram os distúrbios raciais de 1958 em Notting Hill.


E no mês de março deste ano de 2023, um relatório oficial concluiu que a polícia de Londres é racista, misógina e homofóbica. 


Os Estados Unidos não estão em condição melhor... Todo o mundo assistiu pelos telejornais as atitudes e o massacre que deu origem ao movimento Black Lives 

Matter (Vidas Negras Importam). 


Aí vem um musical anglo-americano dizendo que era tudo lindo, divino e maravilhoso, além de rasgar uma história de lutas, que ainda não acabou! 




O enfoque do filme deveria ser outro. Creio que seria melhor mostrar a luta dessas pessoas para conquistar seu lugar ao sol, servindo de exemplo para a sociedade. 


Mas isso não interessa... O interessante é fantasiar e aumentar a "caixinha" dos estúdios cinematográficos sem apontar o que é histórico.  Perdeu-se a grande chance de educar e conscientizar pessoas em formação e adultas...


Parece à quem vê, que o racismo nunca existiu nessa época e nesses países que estão mostrando uma condição igualitária, o que não havia. Que era tudo perfeito e igual para todos. 


Aliás, nem há hoje em dia! Pleno 2023 (quase 24) e os absurdos prosseguem! Me poupe! 


Nada está lindo, divino e maravilhoso! Fizessem uma história atemporal, ora bolas! 


Querer vender uma ideia falsa tendo por base uma época de profundas injustiças, é para mim, muito duro de assistir! O que me interessava, pelo que soube não foi abordado nem de longe. Mais um mero entretenimento não me atrai a atenção.


quinta-feira, 7 de setembro de 2023

7 de setembro


Os quadros pintados jamais traduziram o que realmente aconteceu. Aliás, foram todos uma construção para elevar o senso de patriotismo e criar a figura do "herói nacional", que perseguimos através dos séculos. A independência deu-se após diversas revoltas separatistas, principalmente, a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana, mas foram tantos os interesses de vários reinos  europeus, que hoje eu não a vejo como um evento popular, mas fruto de uma profunda discussão palaciana e política. Fruto do que seria "mais conveniente". Aliás Pedro fazia um "tour" pelo interior quando o mensageiro o alcançou e ele leu sobre a independência pré-aprovada no palácio da Quinta da Boa Vista. Depois o povo pagou, o império reuniu e transferiu esses valores para que outras nações reconhecessem que esta nação se tornara independente. Não foi algo tão emocionante mas puramente uma sucessão de atos administrativos.

segunda-feira, 17 de julho de 2023

Essa tal "dona" deflação...

 Segunda-feira é um dia onde geralmente eu penso sobre o futuro, especialmente, em aspectos econômicos... Hoje li uma notícia sobre a deflação. Que ela foi utilizada em junho e que existe previsão para utilização desse fenômeno em julho, também. O detalhe que me preocupa, é que essa pátria não é "boa com contas" e a história prova isso. Utilizar um fenômeno pode até ser bom, mas quando o fenômeno se torna um mecanismo de repetição preocupa!... Quando a deflação passa por períodos muito longos ela pode representar grande risco para a economia; e eu lembro muito bem dos anos 80 e 90. Quando uma queda brusca nos preços acontece pode ocasionar uma grande alta no desemprego fazendo com que o país enfrente uma possível crise econômica, e nós "das antigas",  já vivemos muitas! Acompanho no meu cantinho observando a marcha dos dias, olhando tudo com certo ar de "de-já-vu". 

Tomara eu esteja errada...