Idéias e foco
terça-feira, 8 de setembro de 2026
Os Ungidos
domingo, 6 de setembro de 2026
Trinta Anos. Muita Saudade.
Hoje completam trinta anos da morte do meu pai. Uma perda irreparável na minha existência, um vácuo impreenchivel, a pior herança que se pode receber.
Meu pai era amigo, severo quando necessário, uma pessoa de alma sensível e solidária, equilibrado nas palavras e decisões. O dia de hoje está cinzento, chuvoso e frio, tal como a trinta anos atrás. Lembro que acordei cedo naquele dia e automaticamente chorei compulsivamente, sentindo que ele não estava mais nesse mundo. Horas depois, no hospital quando li o laudo, percebi que havia despertado do sono minutos antes dele falecer. Nós sempre fomos muito ligados, e lembro que mamãe (muito ciumenta dele, embora dissesse aos parentes e amigos que não) sentia ciúmes até de mim. Era uma comunhão de pensamentos pois selos, música clássica e MPB, pintura, literatura, política e documentários estavam sempre na mesa de discussões. Ele cantava muito bem serestas e árias, também tocava piano e falava francês. Aprendi muito sobre tudo, creio que ele me "orientou como mãe" no que tangia aos rapazes da minha época, para evitar álcool ao sair e só fazer alguma coisa (aquilo mesmo!) de acordo com a minha vontade pois ser pressionada jamais, só admitia que eu agisse conforme minhas convicções.
O prisma que seguiu era muito atual. Até hoje é! Embora meu pai tenha nascido em 1929, criado em Fazenda na cidade de Barra do Piraí, montando sua égua Calçada ou a Estrela, correndo pelos campos e nadando no rio, viu os dois mundos. Estudou na capital de São Paulo, era chamado de Carioquinha por amigos paulistas e de Paulista pelos amigos cariocas, quando os vinha visitar. Ingressou no Banco Comercial do Estado de São Paulo, alcançou a chefia, passou por "encampações" até que recebeu o nome de Itaú. Antes de receber essa marca atual, veio transferido para o Rio de Janeiro para "remodelar" o sistema das agências e nele trabalhou até o "acordo" para que se aposentasse (coisas de um sistema que não existe mais). Foi um chefe que autorizava três dias de licença mensalmente as funcionárias que não se sentiam bem... Dizia ele, "funcionária com dor não rende, pra que submeter uma pessoa a isso?" Era pragmático e penso que também sou por herança genética.
Ele cresceu odiando Getúlio, depois começou a apreciá-lo em muitas posições, e que o 24 de agosto de 1954 havia sido o pior de todos os aniversários devido ao suicídio de Vargas. Atravessou a Ditadura, era contrário a ela, se indignava com a Arena e passou a odiar secretamente a Direita. Mas eu percebia. Só não falávamos pois "certos assuntos são muito perigosos nesse momento", dizia ele. E eram mesmo!
Prefiro lembrar dele com seu bom humor e contando piadas quando estava inspirado. Dançando rock, desajeitado, dizendo "bolero e tango são mais fáceis que isso!", e brincando com meus amigos e amigas quando a turma se reunia lá em casa. Tempos bons em que tive meu pai por perto. Só uma reclamação: não podia contar com ele para assistir partidas de tênis. "Dava sono".
Saudade ...
Era difícil não rir quando ele fazia essa expressão
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
Política é jogo de poder, Justiça não.
quarta-feira, 17 de setembro de 2025
Votaram contra a PEC da Blindagem e merecem a confiança dos eleitores
Deputados que votaram não à PEC da Blindagem.
São políticos que não temem ser processados em acordo com a Constituição, pois provavelmente, se comportam dignamente. Quem não deve não teme. São eles:
• Adriana Ventura (Novo-SP) - votou Não
• Aécio Neves (PSDB-MG) - votou Não
• Afonso Motta (PDT-RS) - votou Não
• Alencar Santana (PT-SP) - votou Não
• Alice Portugal (PCdoB-BA) - votou Não
• Amom Mandel (Cidadania-AM) - votou Não
• Ana Paula Lima (PT-SC) - votou Não
• Ana Pimentel (PT-MG) - votou Não
• Antonio Brito (PSD-BA) - votou Não
• Arlindo Chinaglia (PT-SP) - votou Não
• Átila Lins (PSD-AM) - votou Não
• Bacelar (PV-BA) - votou Sim
• Baleia Rossi (MDB-SP) - votou Não
• Bandeira de Mello (PSB-RJ) - votou Não
• Bebeto (PP-RJ) - votou Sim
• Benedita da Silva (PT-RJ) - votou Não
• Bohn Gass (PT-RS) - votou Não
• Caio Vianna (PSD-RJ) - votou Não
• Carlos Sampaio (PSD-SP) - votou Não
• Carlos Veras (PT-PE) - votou Não
• Carlos Zarattini (PT-SP) - votou Não
• Carol Dartora (PT-PR) - votou Não
• Célia Xakriabá (PSOL-MG) - votou Não
• Célio Studart (PSD-CE) - votou Não
• Charles Fernandes (PSD-BA) - votou Não
• Chico Alencar (PSOL-RJ) - votou Não
• Clodoaldo Magalhães (PV-PE) - votou Não
• Cristiane Lopes (União-RO) - votou Não
• Daiana Santos (PCdoB-RS) - votou Não
• Dandara (PT-MG) - votou Não
• Daniel Almeida (PCdoB-BA) - votou Não
• Daniel Barbosa (PP-AL) - votou Não
• Daniel Trzeciak (PSDB-RS) - votou Não
• Del. Adriana A. (PT-GO) - votou Não
• Del. Bruno Lima (PP-SP) - votou Não
• Delegada Katarina (PSD-SE) - votou Não
• Delegado Palumbo (MDB-SP) - votou Não
• Denise Pessôa (PT-RS) - votou Não
• Dimas Gadelha (PT-RJ) - votou Não
• Dorinaldo Malafaia (PDT-AP) - votou Não
• Douglas Viegas (União-SP) - votou Não
• Duarte Jr. (PSB-MA) - votou Não
• Duda Salabert (PDT-MG) - votou Não
• Emanuel Pinheiro (MDB-MT) - votou Não
• Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ) - votou Não
• Erika Hilton (PSOL-SP) - votou Não
• Erika Kokay (PT-DF) - votou Não
• Fabio Reis (PSD-SE) - votou Não
• Fernanda Melchionna (PSOL-RS) - votou Não
• Fernando Mineiro (PT-RN) - votou Não
• Flávia Morais (PDT-GO) - votou Não
• Geraldo Resende (PSDB-MS) - votou Não
• Gilson Daniel (Podemos-ES) - votou Não
• Gilson Marques (Novo-SC) - votou Não
• Glauber Braga (PSOL-RJ) - votou Não
• Guilherme Boulos (PSOL-SP) - votou Não
• Helder Salomão (PT-ES) - votou Não
• Ivan Valente (PSOL-SP) - votou Não
• Ivoneide Caetano (PT-BA) - votou Não
• Jack Rocha (PT-ES) - votou Não
• Jandira Feghali (PCdoB-RJ) - votou Não
• João Daniel (PT-SE) - votou Não
• Jorge Solla (PT-BA) - votou Não
• José Guimarães (PT-CE) - votou Não
• Joseildo Ramos (PT-BA) - votou Não
• Josias Gomes (PT-BA) - votou Não
• Juarez Costa (MDB-MT) - votou Não
• Juliana Cardoso (PT-SP) - votou Não
• Júnior Ferrari (PSD-PA) - votou Não
• Kim Kataguiri (União-SP) - votou Não
• Laura Carneiro (PSD-RJ) - votou Não
• Lenir de Assis (PT-PR) - votou Não
• Lídice da Mata (PSB-BA) - votou Não
• Lindbergh Farias (PT-RJ) - votou Não
• Lindenmeyer (PT-RS) - votou Não
• Lucas Ramos (PSB-PE) - votou Sim
• Lucas Redecker (PSDB-RS) - votou Não
• Luciano Alves (PSD-PR) - votou Não
• Luciano Ducci (PSB-PR) - votou Não
• Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) - votou Não
• Luiz Couto (PT-PB) - votou Não
• Luiz Gastão (PSD-CE) - votou Não
• Luiz Lima (Novo-RJ) - votou Não
• Luiz Nishimori (PSD-PR) - votou Não
• Luiza Erundina (PSOL-SP) - votou Não
• Luizianne Lins (PT-CE) - votou Não
• Marcel van Hattem (Novo-RS) - votou Não
• Márcio Jerry (PCdoB-MA) - votou Não
• Marcon (PT-RS) - votou Não
• Maria Arraes (Solidariedade-PE) - votou Não
• Maria do Rosário (PT-RS) - votou Não
• Natália Bonavides (PT-RN) - votou Não
• Nilto Tatto (PT-SP) - votou Não
• Orlando Silva (PCdoB-SP) - votou Não
• Otoni de Paula (MDB-RJ) - votou Não
• Otto Alencar Filho (PSD-BA) - votou Não
• Padre João (PT-MG) - votou Não
• Pastor Henrique V. (PSOL-RJ) - votou Não
• Pastor Isidório (Avante-BA) - votou Não
• Patrus Ananias (PT-MG) - votou Não
• Paulão (PT-AL) - votou Não
• Paulo A. Barbosa (PSDB-SP) - votou Não
• Paulo Lemos (PSOL-AP) - votou Não
• Paulo Pimenta (PT-RS) - votou Não
• Pedro Uczai (PT-SC) - votou Não
• Pompeo de Mattos (PDT-RS) - votou Não
• Prof Marcivania (PCdoB-AP) - votou Não
• Prof. Reginaldo V. (PV-DF) - votou Não
• Professora Luciene (PSOL-SP) - votou Não
• Reginaldo Lopes (PT-MG) - votou Não
• Reimont (PT-RJ) - votou Não
• Renildo Calheiros (PCdoB-PE) - votou Não
• Ribamar Silva (PSD-SP) - votou Não
• Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) - votou Não
• Rogério Correia (PT-MG) - votou Não
• Rosangela Moro (União-SP) - votou Não
• Rubens Otoni (PT-GO) - votou Não
• Rubens Pereira Jr. (PT-MA) - votou Não
• Rui Falcão (PT-SP) - votou Não
• Ruy Carneiro (Podemos-PB) - votou Não
• Sâmia Bomfim (PSOL-SP) - votou Não
• Saulo Pedroso (PSD-SP) - votou Não
• Sidney Leite (PSD-AM) - votou Não
• Socorro Neri (PP-AC) - votou Não
• Tabata Amaral (PSB-SP) - votou Não
• Tadeu Veneri (PT-PR) - votou Não
• Talíria Petrone (PSOL-RJ) - votou Não
• Tarcísio Motta (PSOL-RJ) - votou Não
• Túlio Gadêlha (Rede-PE) - votou Não
• Valmir Assunção (PT-BA) - votou Não
• Vander Loubet (PT-MS) - votou Não
• Vicentinho (PT-SP) - votou Não
• Vitor Lippi (PSDB-SP) - votou Não
• Waldenor Pereira (PT-BA) - votou Não
• Welter (PT-PR) - votou Não
• Zé Neto (PT-BA) - votou Não
• Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR) - votou Não
Pizza à brasileira
sábado, 9 de dezembro de 2023
Wonka - O problema é a época e o conceito impresso.
Wonka - O problema é a época e o conceito impresso.
O diretor Paul King disse sobre o filme Wonka, que:
“Eu não queria reinventar essas coisas, porque o filme de 1971 criou esses visuais incrivelmente duradouros e icônicos. O que eu queria para este filme era ser como uma peça complementar àquele filme. Se você imaginar aquelas pessoas naquele mundo 25 anos antes, esse foi o meu processo inicial. Eventualmente, ele se tornaria aquela pessoa e teria aquela fábrica.”
Ok, filme de 1971. Então a história, preâmbulo ou prelúdio, se passa no ano de 1946.
Diretor dirige e ambienta. Tudo bem.
Tá bom... Eu conheço história e ninguém me enrola! Estou falando de como a sociedade era na época da ambientação da película, e exclusivamente sobre isso. Em 1946 nem havia começado o Movimento dos Direitos Civis nos Estados Unidos! A Ku klux kan (esse nome me dá mais medo que a gestapo, porque ninguém foi punido!) imperava, matando como bem queriam com apoio das autoridades locais!
Neste mesmo ano, houve um protesto em Washington, contra linchamentos no Sul do país (EUA). Detalhe, a marcha foi realizada por afrodescendentes norte-americanos!
-> Abrindo parêntesis para Madam C.J. Walker, que enriqueceu com a fórmula que criou para shampoos tendo uma fábrica no Caribe, além da dos EUA. Mas a sociedade a recebia por causa de sua fortuna. Lamentavelmente. <-
Prosseguindo para ver a seriedade dos problemas naquela época... Vamos em frente!
Na Inglaterra, em 1948, o sistema do Apartheid implementado na África do Sul pelo então primeiro-ministro, Daniel François Malan, após uma crescente ação contra aqueles que não constituíam a minoria branca (incluindo nesta segregação, além das populações do reino, territórios na África, dos aborígenes, na Austrália e Nova Zelândia, além dos povos asiáticos e indianos).
Não bastando, ainda houveram os distúrbios raciais de 1958 em Notting Hill.
E no mês de março deste ano de 2023, um relatório oficial concluiu que a polícia de Londres é racista, misógina e homofóbica.
Os Estados Unidos não estão em condição melhor... Todo o mundo assistiu pelos telejornais as atitudes e o massacre que deu origem ao movimento Black Lives
Matter (Vidas Negras Importam).
Aí vem um musical anglo-americano dizendo que era tudo lindo, divino e maravilhoso, além de rasgar uma história de lutas, que ainda não acabou!
O enfoque do filme deveria ser outro. Creio que seria melhor mostrar a luta dessas pessoas para conquistar seu lugar ao sol, servindo de exemplo para a sociedade.
Mas isso não interessa... O interessante é fantasiar e aumentar a "caixinha" dos estúdios cinematográficos sem apontar o que é histórico. Perdeu-se a grande chance de educar e conscientizar pessoas em formação e adultas...
Parece à quem vê, que o racismo nunca existiu nessa época e nesses países que estão mostrando uma condição igualitária, o que não havia. Que era tudo perfeito e igual para todos.
Aliás, nem há hoje em dia! Pleno 2023 (quase 24) e os absurdos prosseguem! Me poupe!
Nada está lindo, divino e maravilhoso! Fizessem uma história atemporal, ora bolas!
Querer vender uma ideia falsa tendo por base uma época de profundas injustiças, é para mim, muito duro de assistir! O que me interessava, pelo que soube não foi abordado nem de longe. Mais um mero entretenimento não me atrai a atenção.


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